sábado, agosto 18, 2007

Anos 60

Flores - A papoila
Desenho a grafite sobre papel
21x14



Flores - O cravo
Desenho a tinta da china
22x17





Flores - O jarro
Desenho a grafite 22x18



Flores - A rosa
Desenho a esferográfica sobre cartão
24x12

sexta-feira, agosto 17, 2007

TELMO 'o marroquino' Tributo




Telmo na galeria Margem
nos anos 90


Telmo ' O Marroquino' guitarrista e músico de Tavira falecido
que contribuiu para a formação de toda uma geração de músicos.
Apaixonado da guitarra grande virtuoso e amante da música.
Gravação áudio cedida por José Bivar gravada a 21-12-90 no
Café Principal de José Pimenta de Aguiar em Quarteira.



terça-feira, agosto 14, 2007

TELMO 'o marroquino' Tributo

Telmo na galeria Margem
nos anos 90

Telmo ' O Marroquino' guitarrista e músico de Tavira falecido
que contribuiu para a formação de toda uma geração de músicos.
Apaixonado da guitarra grande virtuoso e amante da música.
Gravação áudio cedida por José Bivar gravada a 21-12-90 no
Café Principal de José Pimenta de Aguiar em Quarteira.



segunda-feira, agosto 13, 2007

Anos 60

Retrato
Desenho a carvão sobre papel 31x24



Apontamento
Desenho a grafite sobre papel 21x14


Rosto
Desenho a grafite sobre papel 14x10,5



Rosto
Desenho a grafite sobre papel 13,5x10,5




Apontamento de mão e rosto
Desenho a grafite sobre papel 13,5x10,5

sábado, agosto 11, 2007

Anos 90











Restos da floresta
Escultura em ferro e madeira

Com este trabalho cujas dimensões podem avaliar-se pela escala humana, termino a postagem desta série de esculturas realizadas na década de noventa dedicadas à temática da floresta.
Resta postar os estudos e a videomontagem de Jorge Belo com música original de Telmo Palma.

Lançamento do Nº1 da revista SULSCRITO





Na Feira do Livro de Faro dia 10 de Agosto de 2007 foi lançado o primeiro número da revista Sulscrito com a presença de alguns dos seus colaboradores deste primeiro número.

Pretende ser semestral ou anual, não está decidido.
Foram lidos alguns textos e realçado a importância do seu aparecimento num contexto duma voz para os escritores do Sul.

Numa época em que Portugal se lança na aventura europeia é importante relembrar que a elevação do seu nível cultural e da sua afirmação da's sua's identidade's é um dado fundamental para a sua continuação como povo independente.

sexta-feira, agosto 10, 2007

Aloe Vera



Segundos antes de entrar pela porta da ervanária estava a ver um senhor baixo, ligeiramente gordo e um pouco careca que costumava dar conselhos em tom sapiente

.

Quando entrei, atrás do balcão, sentada, estava uma pessoa feminina dos seus setenta anos, magra, escorreita de feições que continuou a conversar com uma outra.

Esperei enquanto confirmava com o olhar o estabelecimento onde me encontrava!

Algum tempo depois a senhora do balcão levantou-se firme, como se um reflexo de luz me tivesse batido nos olhos, e disse:

-E este senhor o que deseja?

-Acabe de atender aquela senhora, respondi.

A terceira pessoa apressou-se a pedir desculpa e dando um passo em direcção à porta, torceu o pescoço para a despachante e continuou pingando mais uma palavrinha. Por fim saiu.

Aquilo fez-me lembrar a mercearia onde cresci, vendouvindo o pessoal que ali ia abastecer-se; - as mulheres conversavam infinitamente!

Direccionado numa postura erudita, classificava: - galinhas!

Mostrei as minhas mazelas…

- ah, sarna não é não, retorquiu a balconista categórica. - Isso é bicho-rastolho.

Aquele nome que já havia dezenas de anos não ouvia fez-me recuar novamente no tempo da memória.

- É um bichinho muito pequeno, mais pequeno do que a pulga da galinha, vai na poeira, não se vê. – sabe, a minha mãe, debaixo dos peitos, quando aparecia o bicho-rastolho, punha uma pinga de azeite.; o bicho rastolho não quer nada com o azeite. Para a pele – continuou, tenho esta bisnaga de Aloé Vera, é o melhor.

Era a última bisnaga da caixa. Enquanto a entregava para as minhas mãos, eu, olhava para a balconista, tentando recompor-me daquele fluxo momentâneo do passado;

- reflectia novamente sobre conclusões a que havia algum tempo chegara: - é preferível conversar do que ir parar às “terapias de grupo”. Aquelas conversas de bicho-rastolho, pó, eiras, palha, calor, verão tinha ouvido vezes sem fim enquanto as mulheres esperavam pelo arrieiro.

Memórias duma Participação Cívica

Texto publicado no Jornal do Algarve
a 13 de Setembro de 1969

quarta-feira, agosto 08, 2007

O meu amigo Custódio 2

Nas suas visitas diárias "a correspondência" é um elemento vital para o seu equilíbrio emocional; a ausência dela provoca-lhe um desgosto acentuado, visível na face.
Nas fotos: a mala dos "documentos", a entrega da correspondência e um molho dela.

O Sulscrito na Feira do Livro de Faro



Dia 7 de Agosto no stande do Sulscrito da Feira do livro de Faro
Uberto Stabile fez a apresentação do seu livro de poemas " Só Mais uma Vez" .
Da colecção Palavra Ibérica, edição bilingue, com tradução de
Rui Costa












Foto abaixo: Uberto Stabile conversa com Fernando Esteves Pinto
no stande do Sulscrito na feira do livro de Faro

segunda-feira, agosto 06, 2007

Anos 80

Mesa com toalha
Pintura a óleo sobre tela
Colecção particular
60x50



Instrumento musical
Pintura a óleo sobre tela
Colecção particular
65x60




Escultura no atelier
Pintura a óleo sobre tela
Colecção particular
90x75




O rei mijando
Pintura a óleo sobre tela
50x50



Máscaras
Pintura a óleo sobre tela
Colecção particular de Paulo Cunha
95x75

Anos 90

Os Restos da Floresta


Inicialmente era assim, depois foi transformada em duas esculturas:
Janela com flores e Pátio Andaluz



Janela com flores
Escultura em chapa de ferro
Colecção particular

100x50




Exposição em Huelva Espanha

sexta-feira, agosto 03, 2007

Flores da minha terra

Por esses caminhos fora

Anos 60

Apontamentos
Desenho a grafite sobre papel
21x14



Apontamento
Desenho a grafite sobre papel
21x14


Apontamento
Desenho a grafite sobre papel
21x14



Vendedor de jornais
Desenho à pena sobre papel
21x14



Sentado no banco do jardim
Desenho à pena sobre papel
21x14

quarta-feira, agosto 01, 2007

Pat Matheny e Brad Mehldau em Loulé


Era uma e meia da noite, na avenida, ainda algumas pessoas restavam na esplanada tentando refrescarem-se dum dia tão calorento como fora aquele, o dia do Pat Matheny e Brad Mehldau em Loulé.

Desde a hora do jantar que me doía o não ter bebido a bica. Dentro do recinto do concerto só havia cerveja e em casa do Hélder era o que havia; bebi aí uma, porque a outra meia tinha ido parar ao chão. - aquele “gajo” nunca mais troca as cadeiras de plástico, onde os convidados acabam por se esparramarem!

Pedi uma bica e uma água, quando abri o porta-moedas para pagar verifiquei que não tinha dinheiro suficiente; o Pat tinha-me levado os níqueis. Vinte e cinco euros – caramba!... e, eu a lembrar-me que tinha ouvido tantas vezes o amigo Telmo ( o Marroquino) , igualável ao Pat, de borla? (Em breve postarei aqui esse músico e guitarrista em homenagem merecida). Dei ordens imediatas ao despachante para não tirar a bica; nisto um senhor que estava ao meu lado prontificou-se: - tire lá a bica que eu pago!

Lembrei-me então, num esforço de memória, que tinha guardado uma nota algures. Encontrei-a. Agradeci ao senhor e paguei do meu bolso. Peguei na chávena de café e na água, ia sentar-me mas estava tudo ocupado, olhei, lá estava o meu amigo de momento, sentado no banco do jardim a beber o seu copo de cerveja; fui sentar-me ao seu lado.

- Obrigado, - mais uma vez , disse.

- Tenho dupla nacionalidade, brasileira e portuguesa, - respondeu sem dar importância ao caso.

- Olhe, estes óculos vou ao Brasil comprá-los, cá é uma fortuna; - abriu os lábios e mostrando uma dentadura composta, passava com o dedo indicador dum canto ao outro da boca – também os comprei no Brasil, o que poupo dá para viagem. Sou de Faro, mas há dois anos que vivo aqui em Loulé – há tempos vim de França… e disse qualquer coisa a que não prestei muita atenção. A conversa era sincopada, algum bafo de vento quente ainda se fazia sentir.

- hoje fez um dia de calor, disse eu àquele duende da noite para dar continuidade ao ritual de agradecimento.

Quando bebia o ultimo golo de água pela garrafa, ouvi:

- Olhe, já dormi dentro duma câmara frigorífica a trinta e três graus negativos!

- Òh homem, como é isso possível ? perguntei espantado.

- Com um fato térmico, trabalhava nos armazéns.

-E porque dormiu você dentro da câmara?

- P´ra não trabalhar, respondeu imperturbavelmente.

Quando entrei no carro eram duas e tal da manhã, com uma sensação de que o Pat tocava música para o chá-das-cinco.

terça-feira, julho 31, 2007

Anos 90

RESTOS DA FLORESTA



Mutações
Escultura em ferro e madeira
150x80x60












O Vento e a árvore III - Vento de Outono
Escultura em ferro e madeira
80x60x50
Colecção particular

domingo, julho 29, 2007

O meu amigo Custódio 1


O Custódio


O Custódio é um amigo
que me visita todos os dias.
Trás, normalmente , a sua
correspondência, e leva a dele.
Da sua correspondência, escrita
com determinação, guardo alguns
exemplares que irei dar a conhecer.

Se a maioria dos portugueses tivesse pela escrita o mesmo amor,
Portugal daria um grande salto no "choque tecnológico".




Carta 1
frente e verso
envelope

sábado, julho 28, 2007

Flores da minha terra

Por esses campos fora

sexta-feira, julho 27, 2007

Memórias duma Participação Cìvica


Texto publicado no Jornal do Algarve
a 5 de Julho de 1969