domingo, agosto 20, 2017

os corredores habitados




 "cemitério de futuros" do poema de pjp

Há palavras que estão gastas
Outras nascem nas asas dos acidentes
O que subtraindo à matéria densa
- combustão de alegrias e vícios –
O cemitério de futuros – traz soluções póstumas

Os choros de prata
Viajam nas gotas dos sonhos
Da invisível voz
Soltam-se os cânticos das aves
No azul da memória errante
Abrem-se os pequenos halos do inverosímil 



segunda-feira, agosto 07, 2017

os corredores habitados



Alimenta-me qualquer coisa como as sombras de verniz

                                o azul espumoso dos ventos

                                a cinza de veludo das canções



Uma força fatal que nos arrasta pela vastidão

                                mar de um cálice de vento

                                ao sabor das ondas de prata



Vagueando nas encostas do silêncio

                               a minha mão adormece

                               no vapor do teu corpo



Sou etéreo na substância do polimento

                             por fora – o corpo inteiro e vagabundo

                             espectáculo da nudez duma âncora